"Backgrounds Etc."

"Primeiras Letras em Angola"
Biografias de Mestres

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Eduardo de Campos Andrada foi nomeado professor da escola masculina da colónia de Moçâmedes, em 22 d Janeiro de 1875. Em 6 de Fevereiro desse ano, este agente do ensino requereu a confirmação: uma portaria com data de 19 de Abril seguinte informava que devia dar-se conhecimento a este professor assim como ao P. Inácio Caetano do Couto e Leopoldina da Conceição Mesquita Lopes, mestres de primeiras letras em Benguela, de que a confirmação só poderia ser concedida no fim de três anos de bom e efectivo serviço.

Eduardo de Campos e Andrada foi transferido de Moçâmedes para Benguela, em 2 de Novembro de 1876, tendo sido substituído pelo pároco, P. Diogo Damião Rodolfo de Santa Brígida e Sousa.

São muito escassas e incompletas as referências a este docente, e todas elas de valor muito secundário. Apenas pudemos registar que, em 26 de Abril de 1878, lhe foram concedidos seis meses de licença registada, sendo substituído, interinamente, pelo pároco da freguesia, P. Henrique Ribeiro da Cunha de Meneses.

Inexplicàvelmente, voltamos a ter notícia da concessão de novos períodos de licença. Um deles tem data de 10 de Junho e o outro a de 1 de Outubro; aquele concedia-lhe noventa dias e este trinta. Ora pelo menos a licença atribuída em Junho englobar-se-ia nos seis meses anteriormente concedidos!

Por fim, em 27 de Dezembro de 1878 era nomeado outro professor, o P. Amaro António da Gama, fazendo-se menção de que o proprietário do lugar, Eduardo de Campos e Andrada estava no reino, onde demoraria bastante tempo, pois de outro modo mal se compreende a sua substituição na regência das aulas.

Ignoramos em que data lhe foi concedida a exoneração do cargo. Podemos, contudo, informar que em 17 de Maio desse ano o governador-geral de Angola informava favoràvelmente o requerimento de Eduardo de Campos Andrada, em que solicitava a confirmação régia como professor da escola masculina de Benguela. Isso nos leva a deduzir que nessa altura deveria estar em Angola, a não ser que o pedido de informação fosse feito pelo Ministério do Ultramar, o que por vezes também acontecia.

Nessa altura, aquele agente de ensino estava já a mais de um ano da concessão de uma licença de seis meses, concedida em 16 de Setembro de 1889, que talvez tivesse sido renovada.

No dia 29 de Maio de 1891, o subdelegado do Julgado Municipal de Ambaca, Eduardo da Silva, era indigitado para substituir o mesmo professor, que continuava em gozo de licença, não sabendo nós se era ainda a prorrogação da primeira.

Nada mais conseguimos apurar a respeito deste mestre de primeiras letras, ignorando também quando deixou de exercer o magistério, em Ambaca, e qual o motivo.

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